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O mundo é uma mandala. Somos os componentes do círculo mágico da vida, nossas habilidades e capacidades são os elementos que temos a oferecer para a sua construção, desenvolvimento e constante melhora.
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Luz em seu caminho!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011



 Temos observado que a autoaceitação é uma dificuldade encontrada por várias pessoas nos meios profissionais, acadêmicos, familiares, institucionais entre outros. No processo de psicoterapia é bastante recorrente o cliente buscar modificar o outro para tentar resolver seus problemas. Uma das metas da psicoterapia consiste entretanto em conscientizar o cliente de voltar-se para si, já que o focal individual é fundamental para quem quer compreender a si mesmo.
  Na realidade, muitas pessoas buscam ser aceitas pelo outro se submetendo a vários tipos desituação e se moldando de acordo com o desejo desse outro. No entanto, elas mesmas podem não se aceitar. Na maioria das vezes, podem não têm a consciência de que não se amam e que rejeitam a sua história. Sendo assim, se negam enquanto indivíduos únicos, autênticos, com possibilidades de acertos e de erros.
  É comum observar que as pessoas se anulam em função de uma situação, investindo toda a sua energia nisso ou em outrem. Então, quando se sentem frustradas, porque esse tipo de conduta não é suficiente para se sentirem felizes, entram em contato com um vazio.
  Vários tipos de reações podem acontecer, desde uma profunda depressão, ou uma busca exarcebada por trabalho, bebida, sexo, comida, ou o desenvolvimento de outros transtornos. Enfim, existem diversas maneiras de “tapar o sol com a peneira”, isto é, buscar subtefúrgios para negar que o preenchimento é interno e não externo.
  O sentimento de solidão é um reflexo da sociedade moderna, mas, não é a única resposta que temos para justificar a quantidade de pessoas que preferem se isolar a estabelecer contatos e relacionamentos mais duradouros.
  As várias formas discriminação social sofridas pelo indivíduo podem dar mais uma explicação, mas também é insuficiente. A história de vida é mais uma chave de compreensão, no entanto não pode ser desvinculada da personalidade do indivíduo.
 O entendimento desse processo de não se aceitar é complexo e exige um mergulho interno. Quando a pessoa consegue se aceitar, verdadeiramente, um processo de cura começa acontecer. O fato é que, às vezes, para alcançar este nível é necessário uma intensa jornada de re-leitura da história de vida pessoal, familiar e social, na qual o indivíduo se encontra.
  São vários os caminhos pelos quais pode-se trilhar para conseguir se autoaceitar. Mas, muitas vezes, surgem algumas barreiras nesse processo, porque a pessoa pode se esbarrar em certas dificuldades, nos padrões de comportamento adoecidos e distorcidos que já se tornaram hábitos.
  Uma atitude comum é desistir de trilhar o caminho devido a essas barreiras. No entanto, o ideal é compreender de forma profunda quais são entraves para a mudança interna.
 Entendemos que a autoaceitção é um tema bastante relevante para todos nós, em qualquer fase da vida. Este é um desafio para grande parte das pessoas, pois o mergulho interno vai exigir coragem e determinação. É um processo que depende primeiramente do desejo de querer mudar e da vontade de se desafiar a ser mais feliz.


 Renata Cardoso
 Psicodrama, Terapia Corporal Reichiana, Terapia Energética Corporal - Core Energetics

 Vannessa Resende
 Psicoterapia, Psicodrama Triádico (SOBRAP), Mestre em Gerontologia (UCB) e Doutoranda em Psicologia (UFRJ)
(62) 8111 9604

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